Neste Dia Mundial da Água, 22 de março, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) tem uma ótima notícia para a comunidade acadêmica e para a sociedade. Foi definido nesta sexta-feira (22/03), em reunião realizada em Maceió, Alagoas, que será realizado em setembro deste ano, o I Encontro dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bacia do Rio São Francisco. Por meio da Pró-Reitoria de Extensão, a UFRPE sediará e organizará o evento, que contará com a presença dos povos tradicionais que vivem às margens ou dependem diretamente do Velho Chico para a sua manutenção e sobrevivência.
“Por meio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), em parceria com a Agência Peixe Vivo, nós fomos convidados e contemplados a fazer o Encontro no mês de setembro. Neste Dia Mundial da Água, a confirmação deste evento na UFRPE é motivo de orgulho para todos nós que fazemos a Instituição”, ressaltou a pró-reitora de Extensão da UFRPE, professora Ana Virgínia Marinho, que apresentou o projeto do I Encontro dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bacia do Rio São Francisco.
Considerado o maior rio inteiramente brasileiro, o São Francisco possui 168 afluentes ao longo de seus mais de 2.863 quilômetros de extensão. O Velho Chico percorre ao todo 505 municípios, afetando diretamente a vida de 18 milhões de brasileiros que vivem em sua bacia. O São Francisco atravessa 3 biomas: a caatinga, o cerrado e a mata atlântica. Em seu percurso, diversos povos e comunidades tradicionais mantém uma relação de harmonia e respeito com o Velho Chico.
Vazanteiros, comunidades dos fundos e fechos de pasto, pescadores artesanais, quilombolas e indígenas fazem parte dos povos e comunidades tradicionais com presença histórica ao longo das margens do Rio São Francisco. Entre os indígenas, por exemplo, são mais de 70 mil pessoas de 32 diferentes povos que habitam a Bacia do São Francisco.
De acordo com a pró-reitora Ana Marinho, além de tratar de questões relacionadas às culturas desses povos em específico, o encontro tratará de questões relacionadas à inserção dessas comunidades nas políticas públicas, como saúde, educação, direitos humanos, meio ambiente, gestão de recursos hídricos, geração de renda.
“Também queremos chamar a atenção para aquilo que esses povos chamam de invisibilidade. Queremos fazer exatamente o contrário com a realização do Encontro na UFRPE: promover a visibilidade dos povos e comunidades tradicionais dentro e fora da academia”, enfatizou a pró-reitora de Extensão. Entre as ideias do Encontro, é a de adotar metodologias de participação em que os representantes dos diversos grupos sejam protagonistas na organização e na condução do evento.
O professor da UFRPE Abelardo Montenegro, docente do Departamento de Engenharia Agrícola (Deagri) e coordenador do Consórcio Universitas Pernambuco, também esteve presente ao encontro desta sexta-feira (22/03) em Maceió. O Consórcio, criado em 2014, busca promover a cooperação técnica, científica, educacional e cultural entre as cinco universidades do Estado (UFRPE, UFPE, Univasf, Unicap e UPE), visando o desenvolvimento e a execução conjunta de programas e projetos, e o intercâmbio em assuntos educacionais, culturais, científicos e tecnológicos. A gestão dos recursos hídricos foi definida como tema principal do Pernambuco Universitas pelos reitores das instituições participantes.