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Aluna da UFRPE ganha Prêmio Dárdano de Andrade

A vencedora do Prêmio Dárdano de Andrade Lima de Melhor Dissertação na UFRPE é a médica veterinária Raquel Feitosa de Albuquerque, atualmente aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco e funcionária da Universidade Federal de Pernambuco, lotada no cargo de Técnica de biotério no Departamento de Fisiologia e Farmacologia.
Raquel faturou o prêmio com a dissertação intitulada "Carência Crônica de Cobre em Caprinos", apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária da UFRPE. O trabalho se propôs a contribuir com a epidemiologia da Carência de Cobre em Animais de Produção no Brasil e  também elucidar uma nova doença neurológica associada a tal enfermidade e possibilitou a obtenção do título de Mestre na área de Patologia. 
Concorreram ao prêmio, promovido pela UFRPE, candidatos com dissertações e teses defendidas na instituição, aprovadas por unanimidade entre os membros do banca avaliadora do Colegiado de Coordenação Didática (CCD) do Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária. A dissertação foi orientada pelo professor Doutor Fábio de Souza Mendonça. 
Resumo da Dissertação:
"A deficiência de Cu é talvez a segunda mais importante deficiência mineral em animais de produção. Os principais sinais clínicos da doença são anemia, degeneração neuronal, perda de força e despigmentação de lã e pelos. No Brasil, é suspeito que a enfermidade tenha influência no desenvolvimento de uma doença obscura, denominada “ronco” ou “rugido”, em bovinos adultos, tendo como a principal característica respiração ruidosa quando são forçados a se movimentar. Em pequenos ruminantes a deficiência de cobre recebe a denominação de Ataxia Enzoótica que se caracteriza por desmielinização do Sistema Nervoso Central e resulta principalmente em paresia progressiva em animais a partir de 180 dias de vida. Doenças neurodegenerativas associadas à deficiência crônica de cobre em caprinos adultos não tem sido relatadas na literatura. O objetivo deste estudo foi elucidar a etiologia de uma síndrome neurológica caracterizada principalmente por ruído respiratório em caprinos com sinais clínicos de deficiência de cobre. Os principais sinais clínicos consistiram em apatia, anorexia, emaciação, palidez das membranas mucosas, descarga nasal mucosa, dispneia, acromotriquia severa, alopecia difusa, ataxia, anemia e respiração ruidosa. Quando os caprinos eram forçados a se movimentar o ruído respiratório aumentava. Em um rebanho com 194 caprinos Toggenburg, 10 adultos com sinais clínicos de deficiência de cobre foram removidos do rebanho e distribuídos em dois grupos: Grupo 1 – formado por quatro fêmeas e um macho com respiração ruidosa; Grupo 2 – formado por quatro fêmeas e um macho sem respiração ruidosa. Um Grupo 3, utilizado como controle, era formado por cinco caprinos adultos de outro rebanho sem sinais clínicos da doença. A média das concentrações séricas de cobre foram 1,36±0,39μmol/L no Grupo 1; 8,15±1,17μmol/L no Grupo 2; e 11,3±2,21μmol/L no Grupo 3. As médias das concentrações séricas de ferro foram 42,3±14,2μmol/L no Grupo 1; 39,1 μmol/L no Grupo 2; e 20,6 μmol/L no Grupo 3. As principais lesões histopatológicas nos caprinos do Grupo 1 foram degeneração axonal nos nervos laríngeos recorrentes e atrofia dos músculos das pregas vocais, músculos cricoaritenóideos dorsais e músculos cricotireóideos direito e esquerdo. Conclui-se que o “ronco” é decorrente da degeneração axonal dos nervos laríngeos recorrentes, a qual é associada à deficiência crônica de cobre."